Três sítios arqueológicos no Alentejo para entender a história de Portugal
O Alentejo, maior região de Portugal, concentra um dos mais expressivos conjuntos de vestígios pré-históricos da Europa, com círculos de pedras, dólmens e menires que testemunharam os primórdios da sociedade humana. Esses monumentos, anteriores à maior parte dos sítios da Europa Ocidental, ajudam a compreender processos como o desenvolvimento da agricultura, das crenças espirituais e da vida em comunidade. Confira três sítios arqueológicos para incluir no seu roteiro pelo Alentejo:
1. Cromeleque dos Almendres
2. Menir da Meada
Localizado em Castelo de Vide, em um vale cercado por sobreiros e azinheiras, o Menir da Meada é considerado o mais alto da Península Ibérica, com mais de quatro metros de altura e cerca de sete metros de comprimento. Classificado como Monumento Nacional de Portugal desde 2013, é apontado como o menir mais antigo já datado, erguido entre 4810 e 5010 a.C. O monumento está associado às práticas das primeiras comunidades neolíticas, que esculpiam e posicionavam grandes blocos de pedra, frequentemente com formas fálicas, em encostas voltadas ao nascer do sol, em rituais ligados à fertilidade da terra.
3. Gruta do Escoural
A Gruta do Escoural preserva registros de arte rupestre do período Paleolítico e pode ter sido utilizada como espaço de sepultamento. Suas pinturas retratam cenas de caça e revelam vestígios de ocupação humana que remontam a cerca de 50 mil anos a.C., quando grupos neandertais utilizavam o espaço como abrigo. Posteriormente, durante o período Neolítico, a gruta passou a desempenhar função funerária, acompanhada de um pequeno assentamento nas proximidades.

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