IA ainda não elimina empregos em massa na Europa, dizem economistas do BCE

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IA ainda não elimina empregos em massa na Europa, dizem economistas do BCE

A inteligência artificial ainda não está eliminando empregos na Europa e as empresas que a utilizam de forma intensiva são até mais propensas a contratar no médio prazo, afirmaram dois economistas do Banco Central Europeu (BCE) nesta quarta-feira, 4. “Em conjunto, em termos de criação e destruição de empregos, não encontramos nenhuma diferença significativa entre as empresas que declaram utilizar a IA e aquelas que não a utilizam”, afirmaram os economistas do banco em uma publicação em blog sobre uma pesquisa realizada em 2025 com 5.000 empresas europeias.

Segundo o estudo, A IA tem impulsionado o emprego: usuários frequentes da tecnologia contratam 4% mais, e investidores do setor, 2%. O movimento é puxado pela demanda por profissionais qualificados em áreas de inovação. Contudo, o cenário se inverte quando o objetivo é apenas cortar gastos com pessoal; nesses casos, a tendência é de redução de quadro. Esses dados alimentam a discussão ainda inconclusiva sobre o impacto da automação no mercado de trabalho a longo prazo.

Durante audiência no Parlamento Europeu no fim de fevereiro, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que os investimentos maciços em IA se traduzem em “melhora da produtividade”, mas que as “consequências no mercado de trabalho” ainda não são visíveis. “Continuaremos extremamente atentos a essa questão no futuro”, acrescentou.

Uma pesquisa do instituto alemão Ifo indicou que mais de um quarto das empresas espera reduções de pessoal por causa da IA nos próximos cinco anos.

(Com AFP)

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